Casqueamento: Quando? E Como fazer?

Os problemas de cascos estão entre os maiores motivos de descarte de vacas em rebanhos leiteiros!!

Além disso, esses problemas afetam diretamente outros líderes nesse ranking: a produção de leite, a reprodução e a incidência de mastite. Por diminuir a ingestão de alimentos a vaca perde peso e seu valor no descarte.

O casqueamento preventivo é um manejo que permite através do aparo funcional dos casco restabelecer o aprumo dos cascos e a distribuição do peso entre as unhas, além do tratamento de lesões no estágio inicial.

O crescimento dos cascos é relativamente pequeno, em torno de 5 mm por mês. A forma do casco é resultante da taxa de crescimento versus a taxa de desgaste. O sobrecrescimento é mais ou menos uma consequência natural da alimentação e das condições das instalações onde o animal vive.

Isso é bem marcante nos sistemas de produção intensivo com piso de concreto.

O efeito do sobrecrescimento é uma sobrecarga e instabilidade, principalmente das unhas laterais nos membros traseiros e das unhas mediais nos membros dianteiros.

O sobrecrescimento se manifesta primeiramente na pinça do casco onde o tecido córneo é mais duro, cresce mais rápido e tem um menor desgaste. Em contraste, o tecido córneo do talão é mais macio, cresce mais lento e tem um maior desgaste.

O resultado final é um aumento do comprimento da unha e uma diminuição da altura do talão. O ângulo esperado entre a sola e a parede frontal do casco é de aproximadamente 50°. Quando ocorre sobrecrescimento o ângulo é reduzido bastante, 30° ou menos.

O sobrecrescimento também pode ocorrer na sola. O casqueamento preventivo traz benefícios para a maioria das vacas se realizado uma ou duas vezes por ano. Poucas vacas podem precisar de mais do que isso.

Há rebanhos que utilizam na rotina de manejo da secagem o casqueamento de todas vacas. Isso garante uma melhor condição de casco para a vaca ao parto.

Sabendo que é natural o crescimento e o desgaste irregular das unhas em diferentes sistemas de produção um aparo funcional dos cascos para a correta distribuição do peso entre as unhas se justifica no meio da lactação.

O escore de locomoção é uma ferramenta que ajuda a identificar previamente as vacas que apresentam algum grau de manqueira.

Essa prática pode identificar animais que necessitam de uma atenção especial em algum momento de sua vida produtiva. Para ser melhor explicado, o casqueamento preventivo foi descrito em 6 passos: 

1º passo: Ajustar a unha modelo. Inicia-se medindo o comprimento. 7,5 cm é tido como o correto para a maioria das vacas holandesas. Essa medida é tomada a partir do ponto de crescimento da parede dorsal do casco, próximo à coroa do casco até a ponta da pinça. Com uma turquesa corte a ponta do casco na altura definida. O trabalho deve se iniciar pela unha de menor crescimento de cada membro, elas serão utilizadas como modelo para ajustar a outra unha. Nos membros traseiros as unhas mediais são as que apresentam menor crescimento. Já nos dianteiros, as unhas laterais são as que crescem menos.

Depois de ajustado o comprimento, o aparo é realizado na sola na região da pinça. A sola deve ficar no mínimo com 0.6 cm. O ajuste deve ser realizado para buscar uma maior superfície plana entre a parede lateral e a parte axial da unha na região da pinça. Como o desgaste do talão é maior, tenta-se preservar o tecido do talão para atingir o ângulo sugerido de 50° entre a sola e a parede dorsal do casco. Em caso de sobrecrescimento do talão, o corte deve ser feito buscando o ângulo de 50°.

2º passo: Utilizando a unha casqueada como modelo, inicie o trabalho na outra unha do membro, igualando o comprimento. Apoiando as duas unhas sobre o dedo indicador, posicionado na parede dorsal das unhas, nivele a altura da sola da pinça, buscando o máximo de superfície plana. Usando o cabo da rineta pode se aferir o nivelamento entre as solas das pinças.

3º passo: Na parte central das unhas, próximo ao espaço interdigital, abrir uma concavidade para reduzir o ponto de pressão do osso podal chamada de “ponto de pressão de úlcera de sola” e facilitar a limpeza e abrir espaço para aeração do espaço interdigital. Na unha de menor crescimento deve-se atingir próximo de 1/3 da largura da unha. Já na unha de maior crescimento pode-se atingir até 2/3 da largura da unha.

4º passo: Balanço dos talões. A superfície da sola deve ser plana nas pinças, ao longo da parede e entre os talões. Com isso, consegue-se a correta distribuição do peso dentro e entre as unhas. O casqueamento preventivo está terminado nesse ponto se não houver nenhuma lesão instalada no casco. Caso seja necessária alguma medida curativa, deve-se seguir o 5º e o 6º passos.

5º passo: A maioria das lesões são encontradas na unha lateral dos membros traseiros. Chamamos a regra 90:90:90:90, ou seja, 90% dos problemas de locomoção são problemas de cascos; 90 % dos problemas de cascos acometem os membros traseiros; 90% dos problemas nos membros traseiros estão nas unhas laterais e 90% dos problemas estão na região média traseira da unha. Como muito dessas lesões são causadas por sobrecarga, uma indicação é reduzir a sobrecarga na região para permitir um período de recuperação e eventual retorno da função normal.
Em alguns casos, a redução da altura do talão da unha de maior crescimento é suficiente ou pode ser aplicado um bloco na unha sadia para elevar a parte lesionada na outra unha.

6º passo: Na presença de lesões, além do casqueamento preventivo é necessário remover todo o tecido perdido. Somente tecido saudável deve ser mantido. Ao redor de lesões como úlcera de sola deve-se remover o tecido ao redor para facilitar a involução da lesão;

– Evite lesionar o corium;
– Evite cortar mais que o necessário.

Por final, vacas que não responderam ao tratamento após uma semana, devem ser reavaliadas pois o problema não deve ter sido resolvido.

 

Fonte: http://www.nftalliance.com.br/

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